Embora eu não queira assumir, o assunto política me interessa bastante. Vira e mexe eu coloco como meta não discutir mais política, não me irritar com as besteiras que ouço, leio e vejo na mídia tradicional e por aí vai.
Acontece que é impossível não pensar em política quando se vive em uma cidade cheia de contradições e absurdos. Cada vez que vejo um mega carro destes pretos tentando passar na frente de todo mundo ou algum discursinho vazio afirmando que pobre é pobre porque quer, na hora penso em política. Sim, tudo está ligado.
O cara que se acha superior e privilegiado porque tem um carrão e também culpado pela "pobreza"do outro. Ao mesmo tempo, o cara que é pobre e aceita sua condição, também é culpado por se deixar ser explorado. Onde está a diferença? Bom, na minha opinião, o cara que está no carrão sabe muito bem que sua atitude é pouco cidadã e entende perfeitamente as consequências de suas atitudes.
Claro que estou generalizando, mas estes dois extremos ilustram bem um monte de coisas que deixam bem explítico o motivo pelo qual eu e todo cidadão deve sim se preocupar com política.
Eu já defini os meus termos para entrar em uma discussão política, são eles:
1. Não discuto política como se discute futebol. Emoção e fanatismo não combinam aqui;
2. Não aceito qualquer opinião emprestada dos veículos de comunicação. A imprensa, teoricamente, deve informar para que você tire suas próprias conclusões e forme sua própria opinião;
3. Não aceito qualquer tipo de argumento baseado em origem social, raça, cor, sexualidade etc;
4. Aceito um bom debate pensando no todo, não apenas no próprio umbigo. Se queremos mudar algo, temos que pensar no coletivo;
5. Não aceito ofensas pessoais;
6. Aceito sair da discussão se eu desrespeitar alguma destas regras acima.
Bom, pra começar do debate, com quem quiser, proponho um papo sobre esta entrevista do Lula ao Valor Econômico.
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/17/uma-entrevista-historica/
Separei um trechinho simples que resumi um monte de críticas (justas muitas vezes) ao governo Lula. Reparem que a minha escolha de tema já começa respeitando aquelas regras lá de cima.
"A gente não deveria ficar preocupado em saber quanto o Estado gasta. Deveria ficar preocupado em saber se o Estado está cumprindo com suas funções de bem tratar a população. E ainda falta muito para chegar à perfeição."
Tá afim de debater, deixe seu comentário aqui ou vamos marcar um olho no olho.
Inté!
Aqui compartilho minhas visões sulfurosas. Aquelas que sempre incomodam e nos fazem refletir um pouco além da lógica cansativa e tediosa do cotidiano midiático. P.S.: Sulfurosas são as águas de minha cidade natal, Poços de Caldas. Elas são um pouco mal cheirosas, mas fazem bem!
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quinta-feira, setembro 17, 2009
sábado, agosto 22, 2009
Não é convidado e ainda quer sentar na janelinha
Acho que adiantei minha entrada no inferno astral. Não sei se acredito nisso (nunca fui a um astrólogo ou descobri meu ascendente), mas estou tão irritado com o que tenho lido por aqui.
As notícias, comentários no Twitter e posts estão tão iguais e sem nada a agregar que acho que vou precisar aumentar meus dias na yoga.
Eu criei um certo hábito de gostar de política (deve ser herança do meu pai), mas não consigo encontrar um indivíduo disposto a discutir política sem a paixão futebolística típica do brasileiro. Além do fato da maioria das pessoas pautarem sua opiniões pela grande imprensa, unânime na sua jornada em derrubar qualquer força que vá contra seus interesses (leia-se interesse da "elite branca").
Bom, tenho mudado um pouco o foco do meu trabalho e estou entrando de cabeça neste lance que chamam de mídias sociais. Como curioso que sou, tenho percebido que todos os "especialistas"no assunto enxergam estas novas mídias como uma oportunidade para vender ou reforçar suas marcas. Eu, com meu lado mais "social" (pra fazer um trocadilho), prefiro encarar este espaço como um local para conversas entre cidadãos.
Se você quiser vender, trate de entender a conversa, se interessar de fato pelo assunto e aí sim analisar se cabe entrar com sua marca ou produto. Chegar falando e vendendo o seu produto pode ser invasivo demais neste novo ambiente. Não adianta chegar atrasado, sem ser convidado e ainda querer sentar na janelinha.
Inté!
As notícias, comentários no Twitter e posts estão tão iguais e sem nada a agregar que acho que vou precisar aumentar meus dias na yoga.
Eu criei um certo hábito de gostar de política (deve ser herança do meu pai), mas não consigo encontrar um indivíduo disposto a discutir política sem a paixão futebolística típica do brasileiro. Além do fato da maioria das pessoas pautarem sua opiniões pela grande imprensa, unânime na sua jornada em derrubar qualquer força que vá contra seus interesses (leia-se interesse da "elite branca").
Bom, tenho mudado um pouco o foco do meu trabalho e estou entrando de cabeça neste lance que chamam de mídias sociais. Como curioso que sou, tenho percebido que todos os "especialistas"no assunto enxergam estas novas mídias como uma oportunidade para vender ou reforçar suas marcas. Eu, com meu lado mais "social" (pra fazer um trocadilho), prefiro encarar este espaço como um local para conversas entre cidadãos.
Se você quiser vender, trate de entender a conversa, se interessar de fato pelo assunto e aí sim analisar se cabe entrar com sua marca ou produto. Chegar falando e vendendo o seu produto pode ser invasivo demais neste novo ambiente. Não adianta chegar atrasado, sem ser convidado e ainda querer sentar na janelinha.
Inté!
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