quarta-feira, junho 17, 2009

Reflexões, momentos reais e a Internet

Ultimamente tenho passado por momentos complexos de reflexão. Ok, todos sempre passamos e isso é o que nos dá vontade de continuar apostando nos nossos ideais. É que nos últimos meses tenho me envolvido cada vez mais com assuntos que me dão tesão de fato. Não, não mudei de emprego, não mudei de amor, não mudei de casa! Mudei minha leitura e comprei um notebook decente.
Todos vão dizer: Uau, grande M*&&#!
O fato é que passei a perceber que apesar de estar há quase dez anos no mercado de comunicação, eu ainda não me livrei de velhos preconceitos bestas e fiquei um pouco estagnado.
Enfim, nunca é tarde. Estou adorando perceber o potencial que a web tem na mudança da sociedade e presenciar um momento de transição intenso como este.
Dá uma certa angústia perceber que existe milhares de coisas que podem ser feitas na Internet e que infelizmente não dá tempo.
Dedico grande parte do meu tempo ao trabalho e não consegui abdicar dos meus momentos "reais". Amor, casa, família, yoga e viagem ainda são prioridades no meu tempo livre.
Tenho sido e estou me provocando nestes últimos dias sobre o modelo ideal de vida e as possibilidades que a internet nos dá para conciliar estes momentos reais sem deixar de contribuir para esta mudança de paradigmas patrocinada pelo mundo virtual.
Bom, acho que agora decidi apostar no meu potencial. E olha que nem estou na terapia.
rsrsr
Cenas do próximos capítulos virão.

sexta-feira, maio 08, 2009

Ah, este POVO!

Uma das coisas que mais me dá prazer é poder conversar com pessoas dispostas dividir opiniões e pontos de vista. Mas não daquele jeito eu-sei-porque-eu-li-na-veja ou eu-sei-porque-eu-estudei-isso!
Hoje tive o grande prazer de tomar um cafezinho com bolo de cenoura com minha colega de trabalho. O assunto: desigualdade social.Ok, até aí nada de novo. Mas, não foi um bate-papo cheio de modismos “socialistas”ou piedades solidárias. Pelo contrário, fomos direto ao ponto.
Minha amiga tem uma história legal. Filha de empregada doméstica abandonada pelo marido, conseguiu se formar e está muitos anos luz à frente das “patricinhas made in colégio Rio Branco com intercâmbio nos States” que fazem trabalho voluntário na ONG do titio.
Eu, burguesinho metido a socialista (foi como me senti), não poderia descrever um ponto de vista tão “sulfuroso” como o dela.
Apesar de ter uma história digna daqueles quadros sensacionalistas do Gugu, a “menina- filha- da- empregada- doméstica- que- está –vencendo- na- vida”odeia este blá-blá-blá piedoso.
Nosso papo passeou por várias coisas, mas o que mais marcou foi nossa análise sobre o quanto as “gatinhas e gatinhos do circuito Jardins-Morumbi” têm uma imagem TOTALMENTE distorcida da realidade. Consegui me ver em diversos momentos, mas percebi que tenho avançado bastante neste discurso hipócrita e sem fundamento do responsável socialmente ou do “eu tenho, mas não exploro”.
É difífil perceber, mas frases como “Só tinha povo feio”, “Cuidado com este povo”, “Nossa, fecha o vidro!” carregam em si algo ainda pior que o apartheid declarado da África do Sul.
Ainda não conseguimos aceitar nosso povo. Ainda acreditamos que o povo que queremos ser está lá longe, na Europa, lindo e branco.
Pelo amor de Deus, enquanto quisermos “embranquecer”nossa pele, alisar nossos cabelos, votar no intelectual com MBA nos EUA e coisas do tipo, só aumentaremos nossos problemas.
Embora eu discorde muito com este tipo de atitude, confesso que minha indignação tem sido deixada de lado. Não me revolto tanto mais. Ouço, fico calado e olho torto.
Talvez porque não sei com que armas lutar. Talvez porque sou conformado mesmo. Talvez porque tenho medo de me enxergar neste povo mesquinho, hipócrita e segregador da nossa classe média.
Enfim, reflexões sulfurosas!

P.S.: Lembrei muito do livro do Darcy Ribeiro, Povo Brasileiro. Ele conseguiu explicar “sociologicamente”este meu sentimento confuso. Vale ler!

quarta-feira, abril 15, 2009

Tempo, brincadeiras chatas e nova cara

Nossa, faz quase um mês que não apareço por aqui. Acabei de cozinhar. Estava sozinho, meio borocoxo e resolvi cuidar de mim fazendo uma comidinha light.
Abri a geladeira e a mesma sensação de agora, parecia que fazia pouco tempo que tinha feito compras mas a alface já estava murcha.
Este lance de sociedade da informação está realmente mudanda a noção espaço-tempo. Tudo parece que foi ontem e ao mesmo parece que faz décadas.
Estou indo a um curso na PUC sobre Comunicação e Movimentos Sociais. É impressionante como todo mundo que curte analisar as relações entre as pessoas está sentindo mais ou menos o mesmo.
A gente fica velho e nem percebe que o tempo passou ou o tempo passou e a gente nem percebe que ficou velho? Loco né?
Hoje estou meio tilitintando da cabeça!
Ah, estou putaço com estas brincadeiras carregadas de preconceito. Porque não podemos demonstrar nosso carinho sem precisar ofender os outros né?
Bom, um post íntimo de vez quando faz bem.

Inté.

P.S.: Mudei o layout do blog. Tava feio! E vou tentar colocar o twitter aqui tbm.
Finalmente tenho wireless em casa e o note veio para a sala. A TV agora fica desligada, pelo menos quando estou sozinho. Ufa!

terça-feira, março 03, 2009

Soninha na Lapa - Um outro bairro é possível!?

Acabo de descobrir que minha candidata a prefeitura de São Paulo está mais perto de mim do que eu imaginava. Ele aceitou o convite para ser subprefeita da Lapa, meu bairro de residencia, trabalho, família, yoga etc.
Tirando o fato de achar estranha a aliança da Soninha com o Demo, partido do atual prefeito Kassab, achei a notícia ótima.
Sempre admirei a Soninha por suas idéias, atitudes, coerência política etc. Enfim, este é mais um fato positivo para o ano que começou cheio de novidades.
Tenho um monte de idéias borbulhando na cabeça e nunca encontrei o caminho para poder dividir com alguém do poder público. Vou me informar para saber qual a maneira de chegar até a nossa subprefeita e tentar me tornar um cidadão mais participativo.
Agora sim, sai do inferno da Berrini e de uma empresa nada legal para trabalhar em um local que tem tudo para ser referência em unir idéias e pessoas, morando do lado de casa (posso ir de bike) e ainda com uma política que fala a minha língua aqui do lado.
Um outro bairro é possível!?

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Imprensa? Prefiro a Internet!!

Não leio a Folha há algum tempo.

Ainda bem. Tenho mais certeza de que este periódico (os outros também) perdeu seu sentido quando leio que seus editores já não sabem nem mais quem ou o que representam.

Um vergonha saber que não existe um veículo da grande imprensa no qual posso me informar.

Prefiro a Internet.

Nova falácia da Folha de S. Paulo: ditadura é a PQP!, por Celso Lungaretti

sábado, fevereiro 14, 2009

Agora fico mesmo!

Resolvi voltar pra cá. Este negócio de vida online as vezes me incomoda. Parece que estamos ficando mais longe das pessoas, mas ao mesmo tempo mais perto. Acho que tem uma dezena de amigos que não encontro há pelo menos um ano, quer dizer, não encontro fisicamente, aqui na Web todo mundo sempre aparece.

Ouço uma música sobre universo paralelo e estas coisas. Acho que é mais ou menos isso que acontece: a gente cria um universo paralelo no mundo online, um local onde as emoções afloram sem vírgulas, o tesão não tem ponto, as idéias não precisam de aspas, as conversas vão sem travessão. É intrigante, mas é muito bom também.

A gente pode ser mais livre, ao mesmo tempo que estamos presos a uma tela. O que vale é equilibrar, não esquecer de sentir um cheirinho humano diariamente e ver aquele brilho no olho sem precisar ajustar a luminosidade de nossas telas.

Voltei sem pretensão, e queria encontrar mais gente. Tá afim?

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Esta semana descobri que não sai do meu bairro nenhum dia da semana. Pois é, embora esteja vivendo na megalópole babeliana São Paulo, eu tenho a sorte de estar trabalhando no meu bairro. Pela primeira vez em 11 anos estou experimentando a vida sem trânsito, ônibus lotado, fila de metrô etc.

Muito bom! Bom, o objetivo não é fazer ninguém morrer de inveja (Desculpa aí hein?), mas refletir sobre como podemos melhorar nossa qualidade de vida fazendo escolhas. Morar perto do trabalho, usar menos o carro, comprar na lojinha do bairro, conhecer nosso vizinho, tomar café da manhã com a irmã e outras coisinhas simples valem mais que qualquer teco a mais no salário.
Não que eu não queira mais din-din (vai que minha chefe lê!!), mas acredito que o bem-estar é o elemento necessário para o negócio dar certo, inclusive financeiramente.
Vocês não acham?

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Estou lendo Saramago, a Viagem do Elefante. O velho é bom mesmo. Ele tira do fundo do baú idéias que trazem consigo provocações exclusivas para os amantes da boa ironia!

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Também estou no twitter. Se quiser me seguir, cuidado com o vão entre a lucidez e a viagem sulfurosa!

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Até a outra!

quarta-feira, março 28, 2007

Um suporte para a arrogância!

Se existe um coisa que me incomoda bastante é a falta de interesse pela vida alheia. Odeio ficar comparando o Brasil com outros países, mas o fato é que brasileiro simplesmente nunca aprendeu a respeitar o seu próximo.

Apesar de toda "papagaidada" que fomos obrigados a ouvir na escola (aulas de Moral e Cívica) ou nas igrejas, parece que o princípio básico de respeito ao próximo nunca entrou em nossas cabeças.

Ontem estava indo embora e percebi que a placa da frente do meu carro estava completamente moída. O motivo: um suporte para carrocerias que o meu compatriota do carro estacionado em frente usou para "arrumar mais espaço" na vaga já apertada na rua.

É claro que minha raiva, por alguns momentos, foi maior que minha decepção. Mas depois, a decepção se tornou um pouco maior.

Este é apenas um exemplo que explica muitos de nossos problemas. Temos o péssimo hábito, principalmente entre os meus companheiros de classe média emergente (rsrsrs), de culpar o governo, o vizinho ou o colega de trabalho por diversas situações. Mas esquecemos que, muitas vezes, pequenas atitudes arrogantes nossas, só contribuem para piorar nosso País, nossa cidade, nosso bairro, nossa casa.

Cortar fila, tirar carteirinha de estudante mesmo depois de já ter se formado, "construir" uma terceira faixa no trânsito, ignorar o buraco em frente nossa garagem, enfim, fugir da responsabilidade, tornou-se comum entre nós, elite branca de uma sociedade massacrada.

Coloco a culpa em nós sim, porque somente com a mudança de atitude da classe média poderemos pensar em fazer algo diferente.

Enfim, não aguento mais Big Brother, não suporto só conversar sobre seriados gringos, sinto falta de cultura brasileira nas rodinhas, odeio shoppings, quero seres pensantes ao meu redor.
Desabafei mais uma vez!

Inté!

sexta-feira, março 02, 2007

Um instante pra cada um

Sempre achei muito interessante os diferentes rumos de nosso olhar quando estamos "ensardinhados" em um carro ou dentro de um ônibus ou enterrados no metrô ou respirando a pé ou chacolhando no trem ou trotando na carroça.


Perceber o valor do instante que cada meio de transporte nos oferece acaba se tornando um prazer. Ultimamente tenho andado bastante de ônibus e trem aqui em Monstrópolis.

Parece loucura, mas aprendi a gostar e saborear cada viagem. Além de ser um exercício para paciência, é um ótimo momento para se entender um pouco da dinâmica da cidade.


Quando estou no carro, tudo passa muito rápido por minha janela. Não dá tempo para entender os momentos. Fico apreensivo, com medo de quem se aproxima e com vontade de pular fora logo. No ônibus não. Tenho que esperar a parada em cada ponto e cruzar olhares com os mais diversos tipos de pessoas.


É uma convivência harmônica que reúne estranhos dentro de uma mesma situação. Ali, não importa se você está de gravata, chinelo ou pelado. Estamos todos indo, e temos que dividir aquele espaço.


Às vezes imagino como as cidades seriam melhores se em algum momento do dia as pessoas se tornassem iguais. Esta situação, de alguma forma, permitiria que aquela pitada de humildade, essencial para o crescimento do indíviduo, acontecesse naturalmente.´


É claro que existem os momentos para lá de estressantes (como esperar meia hora em plena sexta-feira à noite, um ônibus que parece ter saído de um atentado terrorista !), mas o bate-papo com uma senhora indo "passear" de ônibus vale a semana!


Para não perder o costume, lá vai mais uma indicação de filme: Babel.

Uma película fascinante, que traduz um momento sem certezas como o que vivemos! (será que sempre foi assim ou eu estou sentindo isso agora?)



Bebam Bruna Beber (poeta fascinante autora de "a fila sem fim dos demônios descontentes")



"Av.


calem-se buzinas
e pessoas com problemas
que problema todo mundo tem
prefiro não sabê-los
prefiro não saber do que sempre reclamam
os automóveis."



Inté!

sábado, fevereiro 03, 2007

ECOCHATO X MACBURRO - a batalha final

Compro o jornal de hoje e passo o olho nas revistas e outros jornais da banca. Parece que a notícia é única. A imprensa resolveu dar as mãos e descobrir o que todo mundo já sabia: "Estamos acabando com nosso planeta!".
Precisou a tragédia começar para finalmente os governos entenderem que o sol está queimando mais e o mundo está "derretendo"! Até Bush ficou comovido.
Mas será que a avalanche de notícias, estudos, números, gráficos (a la Folha de São Paulo , rsrsrs), palestras, documentários etc valerão alguma coisa?

Será que o mais importante não é nossa atitude em relação ao fato?
Como tratar de aquecimento global sem pensar que temos que consumir menos, muito menos?

Semana passada meu pai, fiel defensor dos yankees, dizia que os Estados Unidos sabem o que estão fazendo. Tive que discordar com todas as minhas forças e partir para mais uma discussão com Sr. Antônio. O modelo de consumo americano, que infelizmente estamos copiando de modo piorado, é o mais burro e mesquinho que pode existir. Não estou dizendo que devemos parar de consumir e ir rumo ao socialismo, nada disso.

Apesar de eu ainda sonhar com um modelo capitalista meio socialista, minha maior preocupação é com o modo como todos nós (estou me incluindo na crítica) lidamos com o que compramos.

A gente gasta muito papel, muita energia, muito combustível, muito tudo. Dá desespero de olhar para meu lixo, um solteiro que mora sozinho e não cozinha em casa, e imaginar quanto recurso natural está lá.

Isto está me intrigando!

A pulga continua picando minha orelha quando me deparo com amigos, colegas e simpatizantes (esta é para aqueles que não me olham nos olhos!) que acham que o discurso em prol da natureza, ou seja, da Terra, é baboseira de um "ecochato"! Como assim?
Posso estar me tornando o ECOCHATO, mas não me tornei um MAC BURRO!

Vejam algumas dicas legais do GreenPeace:
http://www.greenpeace.org.br/greendicas/greendicas.php

Eu já estou usando ônibus três vezes por semana. Espero aumentar a frequência! Depois escrevo sobre os prazeres em andar de ônibus ou a pé em São Paulo. Verdade, é gostoso!

Inté!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Assunto moderno

Hoje fui levar meu querido avô ao médico. No caminho, o trânsito paulistano incomodou mais que o normal. Muitas vezes, a correria do dia-a-dia faz com que a gente esqueça de olhar para o lado e ver o caos que se tornou a metrópole de todos os povos.
Meu avô, acostumado com a tranquilidade da pacata Poços de Caldas, assusta-se muito com a imensidão, a euforia e desumanização de São Paulo. Está sempre de malas prontas para partir o mais rápido possível do turbilhão.
Tento em vão convencê-lo de que existe um lado bom viver aqui. Não acho que ele me leva em conta! Na verdade, nem eu acredito no que falo.
São Paulo reflete descaradamente a realidade de um País que luta para sair da miséria. Uma miséria intrigante, recheada de contradições.
Enquanto sua grande maioria luta para poder ser aceita no mundo "normal", engravatados e empetecadas desfilam seu último modelito(de carro e roupa) nas avenidas esburacadas. O assunto que pauta as conversas está longe de ser uma alternativa para o caos. Isso é problema de Brasília.
O que vale mesmo é saber qual o último modelo da Audi que acaba de ser lançado na Alemanha ou como fazer para comprar um Iphone sem pagar impostos (afinal, todos temos que ser éticos!).
Claro que existem exceções, mas muitas vezes essa necessidade de ser super-hiper-mega informado me incomoda.
Enfim, mais um desabafo!
Vejam a matéria da Carta Capital sobre o buracão!
http://www.cartacapital.com.br/edicoes/2007/01/428/autofagia-a-paulista
Outra coisa, assistam ao filme C.R.A.Z.Y nas raras salas de cinema de verdade no Brasil.

Abraços.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Tô desvirado, depois da virada!

Tô desvirado, depois da virada!

Virei o ano e o carro. Susto imenso que me fez refletir sobre um bocado de coisas. Parece que quando se passa por um susto como este e vê a morte do ladinho, a gente passa a valorizar o que realmente importa nesta vida. Disse eu: "Que se danem nossas preocupações banais com política, futebol, trânsito e tudo mais!"

Foi assim por um tempinho, mas depois de voltar para a rotina de Monstrópolia, percebi que a "filhadaputagem" destes caras que estão governando nosso país tem uma grande parcela de culpa no acontecido.

A rodovia Régis Bittencourt é uma vitrine do descaso das autoridades, da falta de capacidade mobilizadora dos cidadãos, do desinteresse em integrar as regiões sul e sudeste, uma vergonha.
Nosso país parou décadas atrás. Pensamos em nos desenvolver, mas o orgulho e a prepotência de nossa elite e de nossa classe média não permitiram, e continuam atolando nosso país ainda mais na miséria.

De quem é a culpa? É minha, é sua e de todo mundo que se diz muito bem informado e continua vangloriando os mesmos filhos da puta de sempre. Os mesmos babacas que estão cavando a cova de uma país que , no lugar de um enterro, deveria estar assistindo aniversários e comemorações de êxito.

Salve, salve a miséria!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Foi só um aceno!

Cheguei a conclusão que 2006 só deu um aceno mesmo!
Passou muito rápido, como aquele pessoa que lhe chama atenção na rua, olha, diz um monte só com o olhar e some no meio da multidão.
Eu lembro de algumas coisas que o ano "disse" e senti com intensidade:
- Amor intenso
- Desamor também
- Loucura inconsciente
- Medo da elite voltar ao poder
- Felicidade que não voltou
- Respirar melhor
- Beber menos
- Fazer yoga
- Cansar de trabalhar
- Descansar nas férias
- Curtir com minhas sobrinhas
- Conversar com minha irmã Mi
- Ter muita saudade da minha irmã Nessa
- Comer comida da minha vó
- Ouvir meu vô
- Ver vários filmes como Pequena Missa Sunshine e ficar com ele na cabeça por um tempão
- Assistir peças como Major Barbára e depois discutir com o Curumim sobre
- Conhecer Curitiba
- Trabalhar como louco em Porto Alegre
- Conhecer amigos e o mundo do Curumim
- Aprender um montão com a Simone
- Aprender mais um montão com a galera da Planin Online
- Reencontrar amigos da faculdade
- Chapar o cocô com a Letícia e todo mundo
- Ir visitar Rá, Fabinho e Pietrinha
- Chapar mais um pouco com o Bozo
- Viajar na maionese com o Jeff
- Tentar encontrar a Luiza
- Encontrar sem querer a Aninha e a Kax
- Discutir com meu pai
- Querer achar minha irmã Deserrée, abdusida pelo Tio Sam
- Amar a vida
- Viver a vida
- Querer amar mais a vida

terça-feira, dezembro 05, 2006

De volta!


Estive fora! No Encontro do Fórum Mundial de Turismo para a Paz e Desenvolvimento Sustentável em Porto Alegre.
Minhas emoções afloraram ao saber que existe muita gente legal se mobilizando para tornar este mundo possível de se viver. Vejam www.desti-nations.net!
Voltar a São Paulo dá uma angústia louca. Não gostamos de nossa terra. Sim, só pode ser ódio a forma como tratamos nosso lugar.


Poluímos, consumimos freneticamente, somos arrogantes com qualquer um, queremos dinheiro, fama e reconhecimento!

Existem pontinhos de luz, sim existem! Quero encontra-los mais.
“Less bricks, more brain”, quando vamos pensar assim.

Sonhador, utopista, radical. Mas como ser diferente!? Para que ser diferente?

Estamos errados e não tem como dizer que não!

Precisamos pensar mais.


:)

quinta-feira, novembro 23, 2006

Para começar!

Caros,
vou começar minha jornada na rede!
Estive reticente à idéia, mas agora me convenci que esta é a melhor forma de registrar pensamentos, reflexões e percepções do mundo que nos rodeia. Mais ou menos como fazia-se nos diários, em um passado não muito distante. A grande diferença reside no fato de que os diários eram publicados após a morte de seus autores. Nós preferimos lançar as idéias e ouvir o que pensam amigos, conhecidos, familiares e desconhecidos também. Talvez seja uma forma mais próxima do debate democrático e construtivo de idéias que tanto sonhamos.
O nome do blog tem a ver com minhas origens. Os mais chegados devem saber que sou de uma terra onde as águas brotam quentes do solo, Poços de Caldas . Resquícios de um vulcão que existiu por lá há milhares de anos. As águas têm grande concentração de enxofre, sulfus em latim, daí o nome sulfurosas.
Como as águas, que insistem em deixar seu odor em pleno a era da água mineral com sabor de limão ou dos medicamentos ultra-modernos, proponho trazer à tona visões insistentes e, digamos, um pouco diferentes do consenso que aflora em nossos jornais, revistas, tv´s, bate-papos etílicos etc.
Espero que gostem!
Abraços e Beijos...
Everton, o Sulfuroso